1 - Ideologia racial brasileira: o negro escravo e o japonês imigrante. Convergências e divergências.
– Após a escravidão o ex-escravo passa a se situar na sociedade competitiva. com as seguintes desvantagens:
– Foi introduzido inicialmente como escravo
– Teve por isto destruídos os seus padrões culturais mais importantes; a) - grupo família b) - religião; c) língua d) - territorialidade; d) - segmento de linhagem.
–: os japoneses entram posteriormente, como trabalhadores livres. Têm conservados os seus nichos culturais:
a) - família; b) - língua; c) - religião; territorialidade; continuidade das linhagens.
2 - A desarticulação nos padrões de comportamento respectivos.
– como a sociedade que se formou vê os padrões culturais japoneses e afro-brasileiros.
– Houve a assimilação por parte da sociedade brasileira em relação à colônia japonesa, embora com resistências ideológicas e econômicas. Com os padrões afro-brasileiros não.
A psicologização a nível de patologia das religiões afro-brasileiras.
– O seu estudo foi feito dentro deste critério de análise:
– O negro é o exótico ou o folclórico
– A família negra teve de se recompor nas condições mais desfavoráveis. Língua - Territorialidade mítica - Linhagens simbólicas.
– Os espaços sociais concedidos ao negro são menores do que aqueles concedidos aos descendentes japoneses.
– O negro não é considerado imigrante. (Exemplo da olimpíada do imigrante).
– Isto leva a uma desarticulação de conduta:
– agressividade
– ambiguidade.
O japonês e as suas organizações de defesa cultural:
– clubes recreativos
– culturais e econômicos, bancários etc.
(houve movimento de um grupo negro de Minas Gerais querendo fundar um banco negro. Evidentemente a iniciativa fracassou)
– Grupos ideológicos: a Ogboni, entidade iniciática africana que atuou na revolta de 1835.
– A Shindo Remey, após a II Guerra Mundial.
Perspectivas de integração dos dois segmentos da e na sociedade brasileira. Mudanças estruturais e modificações ideológicas.